Hoje eu estou com sede. Sede ardente que queima minha alma. Uma sede tortuosa, dolorida, que forma bolhas na pele. Eu quero, eu quero e eu quero. Um querer tão intenso que transforma minha sede numa imputação de órgãos.
Um desejo. Um forte desejo de possuir, de dominar. Eu quero tanto que dói tudo. É uma esperança talvez? É uma certeza? Não, não. Acho que é apenas um querer muito forte, muito cruel. Que ao invés de eu dominar, me domina. Sou presa fácil nessa grade. Estou sensível, estou com a ferida aberta. Estou à mercê.
Indevida, insatisfeita e chorosa. Quantas eu tenho que dizer “eu quero”? O que tenho que fazer para saciar minha sede e acabar com minha dor? Eu sou apenas um leão com fome. Um leão fraco numa grade vislumbrando um grande banquete que não pode possuir. Que não é dele e nem foi feito para ele. Foi feito sim para sua dor, para aumentar o seu desejo. Sou um leão que precisa se alimentar.
Vejo a comida... vejo. E quero. Mas... como?
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