A minha essência não é compreendida. É uma tolice sem tamanho que vive dentro de mim. É um mar de esperança que existe sobre a dificuldade de ser. Ser um alguém que não sou. Como ser um alguém cuja essência pode ser aceita? Os outros... os outros nos julgam segundo seus próprios conceitos que julgam estar certos. Eu, por outro lado, estou aberta e isso também não é aceito. É uma luta diária e talvez uma luta em vão, pois não sei como atingir meu objetivo sem usar palavras ou gestos. Não aprendi a usar o silêncio.
É o desespero brotando pouco aos poucos. A incerteza do futuro e o fim está sempre perto, me rondando, me esperando no fim. O fim me espera no fim, pois meu futuro é incerto, mas não o meu destino, o meu fim. O meu fim tá lá, segurando uma lanterna, me guiando na escuridão. E sem outra luz para seguir, aceito esta de bom grado. Nela não há esperança, mas também há. Talvez uma esperança medonha de paz. De fim de todos os fins. Ou seria o começo de outra era? Uma pior? Um a melhor? Ou não haveria nada? Quem realmente pode me dizer alguma coisa?
Vou a julgamento divino? A Bíblia fora escrita por homens, então... como confiar? Como compreender uma linguagem que já parece outra? Que não cabe nos dias atuais? Confiar na turma de Allan Kardec? E se eles estiverem errados? Sou de tentar, sempre. E acho que vou tentar descobrir. Pular no escuro, é o que eu pretendo fazer.
A borboleta está sufocando dentro do caos.
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