Como ontem. Como antes de ontem. Como amanhã. Viver é morrer todos os dias. Viver é morrer de alegria e morrer de tristeza. Eu não quero morrer, quero apenas viver. Pulsar... pulsar... pulsar...
Sonhos? Eu tenho muitos. Realizei quase todos. Sou sortuda? Sim, sou, mas nem por isso menos infeliz. Infelicidade? Devíamos ter todos os dias, é o que faz viver. Paradoxo? Sim, com certeza, mas na verdade é como o yin e yang, um é o oposto do outro. Viver dói. Dói muito, mas toda essa dor é boa, pois é ela que nos leva para qualquer lugar.
Doer é bom? Sangrar de vez em quando, ficar na cama depressiva de vez em quando nos faz orar, entrar em contato com o divino. E isso faz renovar as energias. A vida é que nem um computador, precisa estar na tomada. E estar na tomada é estar conectado com a energia. E se você enfiar o dedo na tomada vai doer, pois energia dói. Então “doer” é como levar o carro no posto de gasolina: é nosso combustível diário para continuar a viver.
Mas isso, infelizmente, são para poucos. “Energia” e “dor” é pesado demais, às vezes muito pesado para levar nos próprios ombros. É preciso “compartilhar”. Mas... nem sempre o outro está pronto para levar nossa dor também.
Eu não queria isso, mas é isso que a gente tem. Então...
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