Sou feita de momentos e de emoções. Estou carrega e carrego uma mala ainda mais pesada. O que tem dentro é segredo. Se eu conto, perde a graça. Mas te digo uma coisa: é pesado e também é feliz. É feito de paz e de guerra. É feito de amor e de incertezas.
O que eu carrego só eu sei. Eu, que vivo dentro dessa caixa que se move, cujos buracos dos olhos me permite caminhar, nada sei sobre o amanhã. Ele abre sua boca e me engole antes da hora. Ou sou eu que me engulo já premeditando o segundos a frente?
Quero paz. Mas quando há caos, vejo apenas redemoinhos. Tudo roda. Eu rodo e não paro mais. Tudo roda junto comigo. Sufoca. Preenche. Encanta. Entristece.
Minha mala, minha bagagem está pesada, mas meus olhos enxergam melhor. É preciso chorar muito para ver o dia mais bonito depois, afinal, depois de tanta chuva vem um arco-íris para colorir o céu, dar um brilho ainda mais forte ao Sol. Uma esperança, tola, mas que aquece.
Preciso de uma fogueira e bons livros, ou vou enlouquecer dentro do meu próprio caos que se chama vida e que eu ainda estou procurando seu manual.
Borboleta, voe, voe mais alto e traga uma flor para mim.
Obrigada.
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