Quando me desfiz dos meus sonhos e dos meus amores, vesti uma liberdade que não cabia em mim. Ela era pesada e me pinicava em todos os cantos. Chorei. Chorei aliviada e de dor. Eu não sabia que a liberdade podia doer. Tive medo dela e de certo, ela teve de mim, pois não veio de forma súbita, veio sorrateira, esgueirando-se pelo chão, como uma brisa leve que tocava meu rosto. Era assustador! Tive que carregá-la por muito tempo e sofria a cada passo que dava. Acreditei que era indigna dela ou que ela veio em mau momento, pois nós duas brigávamos cruelmente, sem medidas e sem palavras. Eram tapas ocos e surdos, porém doloridos. Sabíamos não ter vencedor, pois era uma briga eterna.
Quando eu era mais jovem, não podia sair de casa, e desde cedo tive muitos compromissos que tomavam todo o meu tempo. Trabalhava, estudava e fazia diversos cursos. Nunca fui inteiramente livre para fazer o que bem quisesse. Agora, depois de adulta, tenho horas e horas para dedicar somente ao que quero devido à ironia do destino. Achei que ia gostar, mas tudo que foge do meu conhecer, me assusta e a tal liberdade em vez de me levar ao paraíso, me levou ao inferno, pois agora em vez de andar em linha reta como sempre fiz, tenho diversos caminhos para escolher e escolher nem sempre é fácil por sempre ser um mistério. Não gosto de mistérios, de “não saber” e a liberdade proporciona tudo isso. A liberdade é uma coisa muito, mas muito séria e requer responsabilidades. E eu odeio responsabilidades.
Nos conhecemos há bastante tempo e bom, sei bem o que vc fala. To atualizando meu blog também. Precisamos por toda conversa em dia e sim leia meus contos e diga o que acha ^^
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