“Não, Elis, eu não quero mais”. Não foram bem essas palavras que ouvi, mas sua essência não muda. O “não” ainda me maltrata por dentro e ele esteve presente na metade do meu dia. Tinha jurado que não deixaria o “não” me possuir novamente, que seria forte e que ignoraria. Quantas pessoas já ouviram o “não” de outras antes?
Eu olhei dentro daqueles olhos que em outrora me diziam outra coisa e a tristeza foi infinita, havia negação do momento, do amor. O amor morreu? Existiu amor? Fui embora. Me deixei envolver pelo frio, pela chuva e pelo futuro incerto. A garota forte desmoronou. Chorou e sofreu. Hoje ainda sofre, mas não sabe do quê.
Me recuso a terminar o dia chorosa, quero agarrar a alegria e segurar a primavera nos dentes. Sinto o peso do mundo escapando por essas palavras e o alívio é engraçado. Bom. Envolvente. Alegro-me, pois tenho todo o tempo do mundo para mudar meu destino.